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Descobertos novos genes da longevidade

Brian Kennedy
Brian Kenned

Cientistas norte-americanos identificaram 25 genes que regulam o ciclo de vida de dois organismos separados por mais de 1.500 milhões de anos de evolução, tendo 15 deles versões semelhantes às dos seres humanos.

A descoberta abre a possibilidade desses genes poderem ser guiados para travar o processo de envelhecimento e os problemas de saúde relacionados com a idade - assinala um estudo hoje publicado pela revista Genome Research.

Os dois organismos estudados, o fungo unicelular da levedura e o nemátodo C. elegans, usam-se geralmente nos estudos geriátricos e o facto de se terem descoberto os mesmos genes em ambos é muito importante, sublinham os autores do estudo, investigadores da Universidade de Washington e de outras instituições académicas.

Essa importância deriva do facto de ambos estarem muito separados na escala evolutiva, mais ainda do que os nemátodos dos seres humanos. Na perspectiva dos cientistas, isso e a presença de genes semelhantes no homem indica que estes poderiam regular a longevidade humana.

“Agora sabemos quais são realmente estes genes, o que nos dá objectivos potenciais a procurar nos seres humanos“, declarou Brian Kennedy, professor auxiliar da Universidade de Washington e um dos autores do estudo.

“Esperamos poder no futuro influir nesses objectivos e prolongar não só a longevidade, como aumentar o período de vida em que uma pessoa pode manter-se saudável, sem sofrer as doenças características da velhice”, acrescentou.

Os cientistas referem ainda no estudo que também descobriram que alguns dos genes do envelhecimento estão envolvidos numa reacção chave do organismo aos nutrientes. Essa descoberta constitui uma nova prova de apoio à teoria de que o consumo de calorias e a reacção aos nutrientes incidem na longevidade e que uma restrição na dieta pode aumentar a vida de uma pessoa.

“Em última instância, o que gostaríamos era de replicar os efeitos da restrição dietética através de um medicamento”, afirmou Matt kaeberlein, professor de patologia da Universidade de Washington e outro dos autores do estudo.

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=25488&op=all 

Investigação descoberta poderá ser aplicada nos tratamentos da infertilidade

Os espermatozóides alcançam o óvulo seguindo um rasto aromático libertado pela célula feminina. De facto, ninguém duvidava que o odor tem um papel importante na vida sexual, porém, um estudo científico, publicado na revista “Science”, vai mais longe: os próprios espermatozóides também seguem o “nariz” e são os mais sensíveis ao perfume que conseguem alcançar o objectivo da fecundação.
O resultado da investigação, conduzida por uma equipa de cientistas alemães, poderá conduzir a avanços no domínio da concepção e do tratamento para a infertilidade.
Os investigadores, que tentavam descobrir a forma como o esperma encontra o caminho para o destino pretendido, identificaram a presença de receptores de odores no tecido testicular que, normalmente, são encontrados nos nervos sensoriais do nariz.

Durante os testes laboratoriais, foi observado que esses receptores intervieram num processo em que o esperma foi atraído por concentrações de um odor artificial, que activa os receptores nas células nasais.

Identificar substância
A próxima fase do trabalho passa pela identificação da substância que atrai o esperma e que é produzida pelo sistema reprodutor da mulher.
O mesmo processo, afirma o estudo, foi observado nos ouriços-do-mar, nos quais as células do esperma procuram as substâncias atractivas produzidas pelos óvulos da espécie.
Caso a identificação da substância seja bem sucedida, está dado um passo importante para que os médicos possam dominar os processos que permitem identificar os espermatozóides com maior mobilidade e, assim, melhorar a taxa de sucesso dos tratamentos de fertilidade.

Segundo Marc Spehr, da Universidade do Ruhr, que liderou a investigação, foi também identificada uma substância que exerce um efeito contrário, isto é, de repulsa, e que poderá vir a ser aplicada com efeitos contraceptivos.

JOURNAL OF SCIENCE / AP

Regeneração de tecidos

A manipulação de uma proteína, conhecida como TERT, para activar a regeneração de tecidos poderá servir para desenvolver tratamentos contra o cancro e a calvície, indica um estudo publicado pela revista científica britânica Nature.

Cientistas da Universidade de Stanford (Califórnia) descobriram que a activação dessa proteína fez crescer o cabelo de forma desmedida em ratinhos de laboratório.

A proteína TERT é um componente chave das telomerases, que são enzimas formadas por proteínas e ácido ribonucleico que depositam telómeros (compostos de ADN e proteínas) nas extremidades dos cromossomas e ajudam a proliferar as células.

O novo estudo descobriu uma aplicação até agora desconhecida da proteína: que pode activar na epiderme as células estaminais de folículos capilares adormecidos, o que resulta no crescimento de uma cabeleira nos ratinhos.

Aplicada aos seres humanos, a manipulação da proteína poderia servir para desenvolver tratamentos contra cancros, sobretudo da pele, doenças relacionadas com a danificação de tecidos, tratamentos anti- envelhecimento e, porventura, contra a calvície, segundo as conclusões do estudo.

A nova descoberta sobre a TERT “abre caminho a experiências com novas utilizações terapêuticas, para tratar doenças relacionadas com tecidos danificados e com o envelhecimento”, afirmou Steven Artand, director da equipa de investigadores.

“O passo seguinte - acrescentou - será compreender exactamente de que modo a telomerase tem este efeito sobre as células, já que os dados conhecidos não estão em conformidade com a nossa descoberta”.

A importância do estudo e das descobertas sobre o TERT tem especial relevância no campo da genética, nomeadamente no das células estaminais.

Sabendo-se que a proteína está presente em 90 por cento dos cancros humanos, descobrir como se activa ou bloqueia poderá ser a chave da regeneração celular e da cura de numerosas doenças.

fonte: Netprof

Mitos Médicos

Prémio BES Inovação: Kit de auto-colheita para rastreio do HPV

Um kit de auto-colheita para o rastreio do vírus que provoca o cancro do colo do útero foi desenvolvido por uma equipa de investigadores portugueses liderado por Hugo Prazeres e Rui Nobre.

Qualquer mulher conseguirá fazer a recolha da amostra, sendo esta posteriormente enviada para a Infogene, empresa sedeada em Coimbra, que avaliará os resultados.

Tendo como objectivo aumentar o rastreio ao cancro do colo do útero, este projecto ganhou o Grande Prémio BES Inovação no valor de 85 mil euros.

http://clix.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/189622

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=62&id_news=308818

Conjuntura de Poincaré: Geometria para entender o Universo

“Os astrónomos e os cosmólogos observam o mundo à nossa volta procurando compreender as leis da matéria e da energia, as leis que regem a evolução do Universo. A partir da Teoria da Relatividade de Einstein sabemos que essas leis estão intimamente ligadas à geometria (a “forma”) do Universo.

Sabemos por exemplo que se a densidade da matéria contida no Universo for suficientemente grande, então ele deverá ser um espaço fechado, limitado; caso contrário, deverá ser um espaço aberto. Qual destas possibilidades ocorre realmente? Qual é a forma do Universo?

Ao mesmo tempo os matemáticos analisam as formas puras do pensamento para entenderem que modelos são possíveis e permitir, portanto, identificar analisar os que melhor se adaptam às observações cosmológicas.

A Conjectura de Poincaré, um dos mais famosos problemas da Matemática, insere-se naturalmente nesse estudo. Afirma a Conjectura de Poincaré que todo o espaço tridimensional fechado “sem buracos” tem uma forma essencialmente esférica. Formulada no início do século XX pelo grande matemático francês Henri Poincaré – também um dos principais artífices da Teoria da Relatividade – esta Conjectura permaneceu um problema em aberto durante cerca de cem anos. Até que, no final de 2003, o matemático russo Gregori Parelman começou a publicar na internet uma série de artigos científicos que contêm a solução desse problema.

Durante o século XX, a Conjectura de Poincaré foi um foco motivador para avanços notáveis na Geometria e na Topologia. A sua história, antes e depois da sua resolução, está recheada de personagens interessantes e episódios rocambolescos, que atraíram a atenção dos meios de comunicação mundial e do público em geral.”

Na Fronteira da Ciência

A Fundação Calouste Gulbenkian, em parceria com a Ciência Viva, vai proporcionar a todos os interessados, variadas conferências durante 2007 e 2008.

12.12.07 Marcelo Viana, IMPA Instituto Nacional da Matemática Pura e Aplicada, Rio de Janeiro.
CONJECTURA DE POINCARÉ: GEOMETRIA PARA ENTENDER O UNIVERSO

30.01.08 Ana Viana-Baptista, ISEL Instituto Superior de Engenharia de Lisboa
PODEMOS PREVER UM TSUNAMI

20.02.08 Tiago Fleming de Oliveira, Instituto de Medicina Molecular, Universidade de Lisboa
VACAS LOUCAS, LEVEDURAS NEURÓTICAS E REGRESSO AO FUTURO

26.03.08 José Xavier, Centro de Ciências do Mar, Universidade do Algarve
ICEBERGS, NEVE E MUITOS PINGUINS: AS RAZÕES DO ANO POLAR INTERNACIONAL

16.04.08 Hélder Maiato, Instituto de Biologia Molecular e Celular, Universidade do Porto
O “NASCIMENTO” DA CÉLULA - UMA VISITA GUIADA ATRAVÉS DO MICROSCÓPIO

14.05.08 Manuela Gomes, IBB Instituto de Biotecnologia e Bioengenharia, Universidade do Minho
O PAPEL REVOLUCIONÁRIO DA NANOTECNOLOGIA E DAS CÉLULAS ESTAMINAIS NA MEDICINA REGENERATIVA

18.06.08 Ricardo Aguiar, INETI Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação
AQUECIMENTO GLOBAL: A CAMINHO DA AUTODESTRUIÇÃO OU DA ENGENHARIA CLIMÁTICA PLANETÁRIA?

16.07.08 José Manuel Afonso, Observatório Astronómico de Lisboa
NA FRONTEIRA DO UNIVERSO: EM BUSCA DO FIM DA IDADE DAS TREVAS

Para mais informações:

http://www.gulbenkian.pt/fronteiradaciencia/
http://www.cienciaviva.pt/divulgacao/fronteira/

Chuva Vermelha

Foi em Julho de 2001, que ocorreu, no sul da Índia, em Kerala, um controverso fenómeno que criou novas interrogações a muitos cientistas da região. A misteriosa chuva vermelha atingiu a área levando os seus habitantes a acreditar que esta seria o prenúncio do fim do mundo. Contudo, a explicação oficial consistiu no facto de a chuva ter sido causada por poeiras provenientes do deserto, sopradas da península Arábica.

 

Ainda assim, esta questão não foi totalmente esclarecida para o cientista Godfrey Louis, que tem vindo a estudar este fenómeno juntamente com vários investigadores de todo o mundo e das mais diversas áreas.

 

Godfrey Louis, a partir da análise de algumas amostras, observou e confirmou a existência de pequenas células biológicas. Estas, porém, não continham qualquer extracto ou fragmento de DNA (característico de todo o ser vivo terrestre), levando Louis a especular sobre a sua origem e a propôr a teoria de que estas células poderiam ter algum tipo de ligação alienígena.

 

Se, as suas suspeitas se vierem, de facto, a confirmar, poderemos estar perante um sólido argumento que apoia a teoria da Panspermia, defendida por vários cientistas que alegam que a vida terá sido originada noutro planeta e ter-se-á, posteriormente, propagado para a Terra.

 

Para saber mais sobre este tema, apresento aqui alguns websites que considero importantes:

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Panspermia

 

http://education.vsnl.com/godfrey/

 

http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2006/11/14/286635582.asp

 

http://sofadasala.vilabol.uol.com.br/jornalismo/08032006redrain.htm

 

http://en.wikipedia.org/wiki/Red_rain_in_Kerala

 

http://www.astrobiology.cf.ac.uk/redrain.html

 

http://www.rediff.com/news/2006/mar/08gspec.htm